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Mostrando postagens de outubro, 2025

Efeito borboleta, destino e coincidências, existem?

 Há certas coisas na vida que a gente sente a necessidade e até mesmo ficamos tentados a descobrir e entender o funcionamento — o efeito borboleta, o destino, as coincidências que parecem não ser tão coincidências na sua forma de ser. E são esses pequenos mistérios que mexem conosco - ou talvez só comigo, mas duvido - eles fazem com que o ser humano se pergunte se existe mesmo um “porquê” por trás de tudo, cada elemento, pessoa e história que percorrem a nossa vida. Mas sinceramente, às vezes, acho que tudo não passa de uma mera fantasia justificada por nós, um jeito de dar sentido ao que é caótico ou então que gostaríamos que fosse. Entretanto, também há dias e momentos que me fazem achar que é algo maior, que já tem seu significado antes mesmo de darmos sentido. Talvez seja por isso que histórias sobre destino sempre nos prendem. Porque no fundo, todo mundo quer acreditar que há um fio invisível costurando a vida, ligando momentos, pessoas, lugares e até as dores que a gente...

Sobre o que acontece quando a gente se permite

 Hoje, antes de arrumar minhas coisas pra viajar e passar o fim de semana com a minha família — na casa da minha avó paterna, pra comemorar o aniversário dela —, eu parei por uns minutos pra relaxar e assistir um pouco de YouTube. No meio dessa pausa, me deparei com um vídeo de um rapaz dizendo que o ano dele tinha sido completamente diferente do que imaginava. E aquilo me acertou em cheio. Parecia que eu precisava ver aquele vídeo pra ter um empurrãozinho e escrever isso que agora escrevo. Comecei a refletir sobre o meu próprio ano. Sei que já estamos na reta final e que é natural pensar em como aproveitamos esse tempo — mas acredito que não seja só sobre “aproveitar”. É sobre ter a sensação de que realmente vivemos, de que sentimos tudo o que era possível sentir. Ao longo da vida, a gente vai imaginando como as coisas deveriam ser — sonhamos com pessoas, lugares, planos e até com o jeito que cada detalhe vai acontecer. Acreditamos que sabemos o que é melhor pra gente. Mas, conven...

Entre a bagunça e as palavras

            Eu estava tentando, juro que estava tentando dar um jeito nisso que chamamos de quarto. Para vocês terem noção eu até havia finalmente decidido por qual parte daria início. Mas no meio disso tudo - como uma boa portadora de tdah - me deu uma vontade incontrolável de escrever, afinal de contas lembrei o quão bom era a sensação de escrever. E assim parei - o que nem tinha começado de certa forma - e dei início a esse hobby que estava meio que no esquecimento. Era como se as palavras fossem mais urgentes do que a bagunça ao meu redor, porque se você visse meu quarto agora, entenderia: Tenho um quarto que está, literalmente, de cabeça para baixo.     A melhor forma de descrevê-lo - as meninas agora vão entender - é imaginar aquela cena de quando tentamos escolher a roupa ideal: peças espalhadas por todos os lados, como se o guarda-roupa tivesse explodido. Some a isso o cenário de alguém que decidiu aprender um novo instrumento, mas...