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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Preticor e exposição

Existe quem diga que escrever combina com café. Eu entendo a lógica: o ritual, o calor, o amargor que desperta — talvez se eu gostasse de café pensaria desta forma, mas como não é o caso.... Para mim, a escrita sempre encontrou mais sentido combinado a chuva, com aquele som que pra mim é melhor que qualquer música, é um dos sons da própria natureza. Também gosto daquele cheiro que surge quando a água toca o chão seco. Muita gente acha que é o cheiro da chuva, mas ele vem da terra — dos fungos e bactérias que vivem ali, liberando substâncias quando a umidade chega. É curioso pensar que algo tão microscópico seja capaz de provocar uma sensação tão profunda.  Talvez por isso eu tenha começado a escrever agora. O irônico é que bastou eu começar a escrever para a chuva parar o que é clássico do verão: chega intensa, promete alívio, mas vai embora rápido, deixando apenas o abafamento — aquele peso no ar que parece que até pra respirar é difícil, você se sente mais esgotado e com uma preg...